Vista parcial da minha cidade natal: Amparo, Estado de São Paulo, Brasil.


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Crônica: O Padre de Trancoso, Portugal!



 Texto extraído do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, Trancoso, Portugal!
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

 
SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO, PORTUGAL!

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido:
1)      com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos;
2)      com cinco irmãs  teve dezoito filhas;
3)      com  nove comadres  teve trinta e oito filhos e dezoito filhas;
4)      com  sete amas  teve vinte e nove filhos e cinco filhas;
5)      com duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas;
6)      com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas.
7)    Total resumidoduzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres". 

Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. 

Acusam-lhe ainda dois ajudantes de missa, infantes menores que lhe foram obrigados a servir de pecados orais, completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior. 

Porém, no último instante, o Padre (..coelho) , foi “salvo pelo gongo”;

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português.
 
El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença devassa e mais papéis que formaram o processo". 

PS: Este padre, realmente, teve um "saúde de ferro" e uma "cara de pau" fantástica!