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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Crônica: Sabe quem é a Dona Zelite?


DONA ZELITE E O CUSTO DE UMA TERAPIA!
        
Autor:Percival Puggina
        
          

Você lembra de Dona Zelite?
Em quase todos os discursos, após assumir, Lula se referia com desdém e mágoa "às elite". Dito assim, engolido o plural, soava como um personagem.
Surgiu, então, a Zelite. Ou, com o devido respeito, Dona Zelite.
Lula se queixava dela a torto e a direito.
A Zelite era preconceituosa. A Zelite não gostava de pobre. A Zelite o considerava despreparado. A Zelite era puxa-saco do FHC. A Zelite não reconhecia os méritos dele Lula. A Zelite isto, a Zelite aquilo.
Nunca se soube o paradeiro da madame, mas o presidente a descrevia com clareza.
Ela era o que havia de chique. Graduara-se em curso superior, era fluente em "língua de gringo" e citava autores estrangeiros (tipo de coisa que deixava Lula fulo da vida).
Era branca de olhos azuis (o presidente insistia nessas duas características). Circulava em altas rodas e fazia cara de nojo para buchada de bode.
Nosso ex-presidente trazia gravadas no subconsciente cicatrizes e luxações da tal luta de classes.
O contato com o sindicalismo dos anos 70 o fazia dedicar à Dona Zelite uma aversão que extravasava sempre que surgia a oportunidade. Por outro lado, todas as suas referências à tal dama, se bem analisadas, evidenciavam os desconfortos de um complexo de inferioridade escancarado, diagnosticável por qualquer estudante de Psicologia.
Lula penava com a convicção de que Dona Zelite o via como primário, pobre, retirante, baixinho e feio.
O leitor deve estar surpreso. O quê? "O cara" com complexo de inferioridade? Com toda aquela jactância e desenvoltura em público? Complexo de inferioridade viajando de Aerolula? Surfando na consagração popular? Esclareço: tudo faz parte do quadro. São mecanismos de compensação que, de um modo ou de outro, se manifestam nos complexos e nas patologias psíquicas. A ele, a presidência disponibilizou meios formidáveis para compensar esse sentimento que tanto o perturbou ao longo da vida.
Durante o exercício do poder, o incômodo causado pelo complexo foi sendo amortecido e dando lugar ao prazer da aprovação nacional. E Dona Zelite sumiu dos discursos!
Aquela figura de retórica - quase uma projeção psicológica - foi se dissipando, dissipando, para reaparecer na fila do gargarejo, batendo palmas e rindo das tiradas presidenciais.
Dona Zelite virou fã! Seria a cura definitiva? Talvez pudesse ser assim, se o prazer da aprovação não tivesse passado a dominar o presidente e feito emergir um novo transtorno.
Lula descobriu que nada conquista mais aplausos do que distribuir dinheiro.
Até o Sílvio Santos sabe. E o dinheiro passou a jorrar da cartola presidencial como petróleo na península arábica. Grana para todo lado! Grana para todo mundo! Do Paraguai à ONU. Do mais pobre ao mais rico.
Dona Zelite lavou a égua e a popularidade de Lula disparou.
Quando o dinheiro acabou, Lula raspou o cofrinho dos filhos - quer dizer: gastou a grana de quem vinha depois.
Foi por isso que Dilma assumiu cortando despesas que ajudou a ampliar. E que a ajudaram a se eleger.
A inflação, leitor, a inflação que está aí, subindo como espiral de fumaça, prenunciando tempos bicudos, é parte do preço que estamos pagando pelo tratamento daquele que pode ser considerado como o mais oneroso complexo de inferioridade da nossa história.

P.S.: Apesar desse assunto já ter vindo à baila, tempos atrás, ele ainda continua em voga. Todo mundo sabe dos cortes de investimentos que foram feitos e serão mais com certeza, tirando dinheiro da saúde, educação, transportes, etc é tudo reflexo conforme comentado com propriedade no texto acima.
Para complicar mais esta situação vem à tona agora a história da Copa do Mundo, onde mais corrupção e desvios de dinheiro público vão ocorrer, deixando de ser canalizado para as áreas realmente necessárias e  carentes. 
Assim é dada continuidade ao des-governo existente no País hoje, em continuidade ao des-governo passado , o mais corrupto da história brasileira.
Quem vai pagar mais uma vez o  pato? Eu, você que trabalhamos já 165 dias ao ano só para pagar os impostos ao Des-Governo que o desvia para o bolso de alguns...., deveremos trabalhar mais 50 dias ou mais até!
E mais falcatruas vão surgindo a cada dia no triste cenário brasileiro, ora nos Correios, ora é na Vale, ora na Petrobras, agora no BNDES e no Ministério dos Transportes e ...assim por diante.
E o pacato, honesto, hospitaleiro povo brasileiro (é tão hospitaleiro que recebe e acolhe humildemente contrabandistas, guerrilheiros, assassinos, mafiosos, etc e os converte em cidadãos de bem), vai continuar pagando os impostos, os que não podem, recebem as benécias desse des-governo em forma das diversas bolsas (família, presídio, desemprego, etc) para ficar no ócio e votando nessa gentalha!
E a corrupção correndo  solta, como se fosse a coisa mais natural do mundo,  nas cidades brasileiras..! A cada novo dia ficamos sabendo dos novos escândalos e, coincidentemente...,  em cidades que, em sua maioria,  tem a in-gestão dos petistas ou de coligados aos petistas! Não preciso nem enumerar essas cidades pois são de conhecimento geral...!
Até quando Brasil?