Vista parcial da minha cidade natal: Amparo, Estado de São Paulo, Brasil.


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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Expressões curiosas da lingua portuguesa!

Algumas expressões curiosas usadas na língua portuguesa:

JURAR DE PÉS JUNTOS: 

Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
 A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. 
Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.



MOTORISTA BARBEIRO: 

Nossa, que cara mais barbeiro! 
No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. 
A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". 
 Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira....!



TIRAR O CAVALO DA CHUVA: 

Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! 
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. 
 Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva".  
 Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.
de maneira copiosa. 
A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.


DAR COM OS BURROS N'ÁGUA: 

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. 
O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. 
Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo. 



GUARDAR A SETE CHAVES: 

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de joias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. 
Portanto eram apenas quatro chaves. 
O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. 
A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado...



OK: 

A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. 
Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK". 



ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS: 

Existe uma história não comprovada de que, após trair Jesus, Judas enforcou-se  em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. 
Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. 
Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas....
 A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. 



PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA: 

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. 
Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. 
Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra.  
Após alguns meses o garoto morreu.



PARA INGLÊS VER: 

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. 
No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram  criadas apenas "pra inglês ver". 
Daí surgiu o termo.



RASGAR SEDA: 

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena.  
Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa". 



O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.  
Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. 
Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. 
Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. 
O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. 
Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.



ANDA À TOA: 

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. 
Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.



QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO: 

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. 
Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos. 



NHENHENHÉM: 

Nheë, em tupi, quer dizer falar. 
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen". 



VAI TOMAR BANHO: 

Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. 
Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. 
Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. 
Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. 
Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".