Vista parcial da minha cidade natal: Amparo, Estado de São Paulo, Brasil.


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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Curiosidades sobre D. Pedro I!


O primeiro imperador do Brasil tinha um temperamento instável, que alternava acessos de extrema violência com profundo arrependimento, caráter aventureiro e possessivo, exacerbado, romântico, demonstrando interesse compulsivo pelas mulheres.

Gostava de comer e beber muito.

E quem assim o descreve é J. Dias Lopes, biógrafo do comer e beber no Brasil (assim como mestre Câmara Cascudo, no século passado, pesquisou e descreveu tudo o que da mesa, do copo e da cama ajudou a formar o Brasil).

Por outro lado, possuía singular habilidade musical, o que o fez compor o Hino da Independência e uma ouverture em mi bemol maior, apresentada em Paris pelo italiano Gioacchino Rossini. 

E maçom, como todas as personalidades do seu tempo.

E, por sorte, não precisava cuidar da dieta, pois não herdou do pai glutão (e dos Braganças) a tendência à obesidade. Grande admirador da França, apreciava a cozinha daquele país e tudo o que viesse de lá.

Tanto que teve no Rio de Janeiro um cozinheiro francês, que se chamava François Pascal Boyer. Nascido em Marselha, foi contratado pela imperatriz d. Maria Leopoldina, primeira mulher do imperador, senhora de bom gosto e elevada cultura, filha do imperador Francisco I da Áustria.

O chef estrangeiro trabalhou para o casal de 31 de maio de 1825 a 26 de novembro de 1826, na Quinta da Boa Vista.

Parênteses: D. Pedro I e D. Leopoldina, passaram a residir no Paço após o casamento, em 1817. Ali nasceu a futura Rainha de Portugal, D. Maria II (4 de abril de 1819) e o futuro imperador do Brasil, D. Pedro II (2 de dezembro de 1825). Foi lá, também, que veio a falecer, em 1826, a imperatriz Dona Maria Leopoldina.

Próximo à Quinta, em um casarão presenteado por D. Pedro I, vivia Domitila de Castro e Canto Melo, Marquesa de Santos, favorita do Imperador, com quem teve vários filhos.

Mas D. Pedro I despachava no Paço Imperial da Praça XV e saía à noite para a esbórnia, escoltado pelo seu fiel escudeiro Chalaça - ali pelo Arco do Teles e cercanias.

Mas, à semelhança de Napoleão, (a quem admirava,  malgrado a invasão de Portugal e fuga de seu pai, D. João VI para "os brasís") era em viagens que o imperador se esbaldava. Levava consigo, sempre que possível, os melhores vinhos tintos franceses, procedentes de Bordeaux.

Segundo a já mencionada Câmara Cascudo, no entanto, a cachaça foi a bebida escolhida para brindar a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, em vez do vinho português.

O que mostra alto grau de amor ao país, porque deveria ser bem ruinzinha naqueles tempos, diferentemente das artesanais, de hoje, que enfrentam com garbo qualquer bagaceira, portuguesa ou grapa, italiana.

Doze anos depois, coitado, foi morrer na mesma cama e quarto em que nasceu, moço ainda (36 anos), no mesmo Palácio de Queluz nos arredores de Lisboa. 

Doente, brigado com o irmão D. Miguel e metade da família, em um mesmo mês de setembro. Lá era o D. Pedro IV.

Os seus restos mortais estão, desde 1972, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo, por doação do governo português.

Cumpriu-se o (seu) estranho destino: Independência ... e Morte!


Resumo:   
              
Mulherengo, músico, maçom e bipolar.
Mas costurou e consumou a nossa independência.
E foi um belo gajo!